Saúde da mulher no climatério

03/06/2014 00:00

Saúde da

Saúde da mulher no climatério

 

   O climatério é um período na vida da mulher em que os ovários começam a deixar de produzir quantidades adequadas de hormônios (estrogênio e progesterona) e que ocorre por volta dos 40 a 45 anos de idade.

O primeiro indício da chegada desta fase que acarreta modificações profundas na vida da mulher é a irregularidade menstrual, isto é, os ciclos menstruais começam a atrasar ou adiantar culminando com a cessação completa das menstruações. Para nós médicos a última menstruação é denominada menopausa, apesar de muitas pessoas acharem que menopausa é todo este período de mudanças (que nós chamamos de climatério).
 

Quais sintomas o climatério pode despertar?

Neste período a mulher sofre uma série de alterações das esferas física e psicoemocional. É muito comum que surjam sintomas muito incômodos como:

  • Fortes ondas de calor (fogachos), gerando quadros de insônia,
  • Irritabilidade,
  • Humor instável,
  • Alterações da memória,
  • Depressão e angústia.
  • Fragilidade e ressecamento da pele, cabelo e mucosas, dando aspecto de envelhecimento precoce além do surgimento de infecções urinárias freqüentes e dor às relações sexuais (devido ao ressecamento e atrofia das mucosas da vagina e da uretra).
    Mas o mais preocupante nesta fase é que devido à falta dos hormônios antes produzidos pelos ovários, a mulher fica muito mais propensa a ser vítima de doenças cardiovasculares tais como a hipertensão arterial, o infarto do miocárdio e os derrames cerebrais.

Estas doenças aumentam assustadoramente os índices de        mortalidade nas mulheres de meia-idade que já tenham entrado no climatério.
 

Quando optar por um tratamento hormonal?


Outra conseqüência do climatério é que a mulher privada dos hormônios ovarianos começa a perder massa óssea, passando a ser forte candidata a desenvolver osteoporose e ficando sujeita a fraturas que causam deformidades, dores, invalidez e cirurgias de grande porte.

Por todas as razões, em alguns casos se preconiza a reposição hormonal para as mulheres na fase pós-menopausa.

 A reposição é feita com hormônios muito semelhantes àqueles que anteriormente eram produzidos pelos ovários.

 As finalidades da reposição são:

  • Proteção dos ossos evitando a osteoporose.
  •  Proteção das artérias contra as doenças cardiovasculares.
  •  Melhoria dos sintomas de atrofia dos aparelhos genital e urinária.
  •  Eliminar as ondas de calor.
  • Melhorar o psiquismo da mulher e, em última análise promover uma vida ativa e com bem estar físico e psíquico.

    Porém as pesquisas atuais já mostram que a reposição hormonal é questionável, podendo ter mais efeitos negativos do que positivos.

    Existem atualmente várias modalidades de reposição hormonal. Converse com seu médico para saber se você tem indicação para usar a reposição e discuta com ele qual seria o melhor esquema terapêutico para o seu caso.

 

As principais contra-indicações são a presença de câncer de mama, doenças hepáticas em atividade e tromboflebite em fase ativa. Cabe lembrar que antes de se iniciar a reposição é indispensável uma avaliação médica bem detalhada, bem como acompanhamento periódico durante a reposição hormonal.

Lembre-se que nos dias atuais a mulher de meia-idade está numa fase de franca produção tendo muito a oferecer ao mundo que a cerca e em condições de usufruir muitos prazeres da vida. Por estas razões não devemos deixar que as seqüelas do climatério impeçam a mulher moderna de viver a plenitude de sua maturidade.
 

Estilo de vida saudável antes da menopausa pode evitar doenças do coração.

          

 Exercícios e nutrição têm importante papel na prevenção e tratamento de vários problemas associados à menopausa e envelhecimento, tais como doenças cardiovasculares, câncer, obesidade, fraqueza muscular, osteoporose e depressão.

                                                         .                                                  

 

O consenso atual entre médicos, cientistas e pesquisadores é de que a qualidade de vida seja a base de qualquertratamento ou intervenção no climatério.

É responsabilidade do ginecologista, como clinico da mulher, ressaltar a importância e orientar a atividade física e a nutrição adequadas, além de estimular os hábitos de vida saudáveis.

 

Tratamento

Hoje, existem cada vez mais, novas alternativas de tratamentos não hormonais para o climatério. Consulte o seu medico. Ele saberá orientar as medidas preventivas adequadas a opção ideal para tratamento quando necessário.

 

 

fonte:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?284